Saiba que eu gosto muito de você. Aqui, alí, aí, ou onde você estiver.
Onde eu estiver.
Te levo no coração,
e quando você chora, eu sinto o meu coração também com lágrimas.
Por isso que te quero feliz,
por isso que te quero com o coração manso, porquê assim o meu também vai estar.
Por isso te quero sorrindo, porquê mesmo aqui, vejo a luz do seu sorriso.
Eu peço aos céus que te cubram de proteção. Peço à Deus que te ilumine os caminhos.
E eu morro de inveja do sol daí - que por ironia da vida é o mesmo daqui - que pode te aquecer.
O vento que te toca, o ar que você respira.
Eu estou no mundo, abre a janela e me deixa entrar com a calmaria do vento.
Me sente daí.
Me abraça nos sonhos.
Sente a paz que existe dentro de mim. Faço questão de te dar,
a minha paz, o meu sorriso, o meu carinho e tudo que existir de bom em mim.
Se sente feliz.
Sente o abraço.
E se tivermos a sorte,
a sorte de uns dias tranquilos...
Ah, se tivermos essa bendita sorte...
Te faço sentir o meu cheiro.
Te faço ouvir a minha voz ao pé do seu ouvido, repetindo que tudo está bem, que tudo está bem.
Pinto até os lábios pra poder escrever a minha boca em você.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
C.F
"Não, não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto, mas se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.
Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto - meus gestos e palavras são magrinhos como eu, e tão morenos que, esboçados à sombra, mal se destacam do escuro, quase imperceptível me movo,
meus passos são inaudíveis feito pisasse sempre sobre tapetes, impressentida, mãos tão leves que uma carícia minha, se porventura a fizesse, seria mais branda que a brisa da tardezinha."
Ele escreveu pensando em mim. Me descreveu.
Tenho pensado se não guardarei indisfarçáveis remendos das muitas quedas, dos muitos toques, embora sempre os tenha evitado aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto - meus gestos e palavras são magrinhos como eu, e tão morenos que, esboçados à sombra, mal se destacam do escuro, quase imperceptível me movo,
meus passos são inaudíveis feito pisasse sempre sobre tapetes, impressentida, mãos tão leves que uma carícia minha, se porventura a fizesse, seria mais branda que a brisa da tardezinha."
Ele escreveu pensando em mim. Me descreveu.
Vai ser bem melhor.
Ontem pude perceber o quanto estou ligada à isso tudo.
Enquanto eu pensava num jeito de as coisas voltarem a dar certo,
me subia à cabeça aquele pensamento - direto do coração - dizendo algo como 'calma alma minha, calminha, que tudo vai ficar certinho.'
Mas o desespero e o desânimo já haviam me pego de jeito, e isso me fez mal. Me fez mal pensar que não iria te abraçar no more, no more.
Um mal que me fazia chorar com o coração e com os olhos.
Eu me sinto melhor agora, que sei que as coisas realmente voltaram a dar certo.
Estamos nesse meio-tempo, separados, cada um de um lado do mundo,
vivendo coisas completamente diferentes, sofrendo as mesmas tentações, tentando sempre lembrar
de coisas que nos fazem seguir em frente, embora às vezes elas saiam de nossa mente...
Vagamos pelo mundo por muito tempo, e agora encontramos um lugar perfeito pra ficarmos 'parados'.
E ainda bem que os nossos caminhos se cruzaram. Ainda bem!
Hoje, eu já não sei mais como faria pra seguir essa caminhada se não existisse uma motivação tão grande como você é pra mim.
E ontem, pouco antes de recebeer as boas novas, eu havia sofrido e sentido muito - e eu nem imaginava que poderia causar tamanho efeito em mim, isso tudo - e só então pude perceber o quão importante é você.
Boas novas divinas,
não podia ser diferente.
Cedo ou tarde, tenho a certeza.
Enquanto eu pensava num jeito de as coisas voltarem a dar certo,
me subia à cabeça aquele pensamento - direto do coração - dizendo algo como 'calma alma minha, calminha, que tudo vai ficar certinho.'
Mas o desespero e o desânimo já haviam me pego de jeito, e isso me fez mal. Me fez mal pensar que não iria te abraçar no more, no more.
Um mal que me fazia chorar com o coração e com os olhos.
Eu me sinto melhor agora, que sei que as coisas realmente voltaram a dar certo.
Estamos nesse meio-tempo, separados, cada um de um lado do mundo,
vivendo coisas completamente diferentes, sofrendo as mesmas tentações, tentando sempre lembrar
de coisas que nos fazem seguir em frente, embora às vezes elas saiam de nossa mente...
Vagamos pelo mundo por muito tempo, e agora encontramos um lugar perfeito pra ficarmos 'parados'.
E ainda bem que os nossos caminhos se cruzaram. Ainda bem!
Hoje, eu já não sei mais como faria pra seguir essa caminhada se não existisse uma motivação tão grande como você é pra mim.
E ontem, pouco antes de recebeer as boas novas, eu havia sofrido e sentido muito - e eu nem imaginava que poderia causar tamanho efeito em mim, isso tudo - e só então pude perceber o quão importante é você.
Boas novas divinas,
não podia ser diferente.
Cedo ou tarde, tenho a certeza.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
contraste
"...e seu coração disse para sua cabeça, vá, e sua cabeça disse pra sua coragem, vou, e sua coragem respondeu, vou nada..."
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
chorando em silêncio.
mandei uma assim :
'preciso viver, mas preciso primeiro me sentir viva por dentro... e sinceramente?, estou morta.'
e fiquei em silêncio. encolhida sobre os meus lençois, chorando a minha própria morte ainda em vida.
aliás, eu tenho essa mania de chorar precipitadamente.
mas dessa vez, bom, eu realmente me senti morta.
e é muito triste mesmo.
e eu não sei de onde tiro essas coisas...eu devo ser mesmo muito triste por dentro.
ou finjo muito bem, e acabo acreditando no que eu finjo.
- que dúvida, né?
- né?
-é...
- pois é, muito triste. ( como tudo em minha vida )
e recebi uma assim:
' tenho sentido bastante essa sua ausência. te amo, filha'
pior,
foi pior.
chorei ainda mais a minha morte em vida - por dentro, claro - e fiquei meio pensativa.
sobre desde quando nascemos e desde quando começamos a morrer.
olha,
eu curto viver.
pensei uma assim :
' que tal não existir ausência? que tal me deixar morar DENTRO de você? que tal?
nem me sinto mais em seu coração... nem isso mais.'
mas fiquei quieta.
'preciso viver, mas preciso primeiro me sentir viva por dentro... e sinceramente?, estou morta.'
e fiquei em silêncio. encolhida sobre os meus lençois, chorando a minha própria morte ainda em vida.
aliás, eu tenho essa mania de chorar precipitadamente.
mas dessa vez, bom, eu realmente me senti morta.
e é muito triste mesmo.
e eu não sei de onde tiro essas coisas...eu devo ser mesmo muito triste por dentro.
ou finjo muito bem, e acabo acreditando no que eu finjo.
- que dúvida, né?
- né?
-é...
- pois é, muito triste. ( como tudo em minha vida )
e recebi uma assim:
' tenho sentido bastante essa sua ausência. te amo, filha'
pior,
foi pior.
chorei ainda mais a minha morte em vida - por dentro, claro - e fiquei meio pensativa.
sobre desde quando nascemos e desde quando começamos a morrer.
olha,
eu curto viver.
pensei uma assim :
' que tal não existir ausência? que tal me deixar morar DENTRO de você? que tal?
nem me sinto mais em seu coração... nem isso mais.'
mas fiquei quieta.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A máquina.
'O tempo em nordestina passava rápido demais...'
E eu prestava bastante atenção em cada palavra que se era falada naquele filme.
Porquê eu sabia, eu tinha certeza de que ' no futuro, a palavra viraria poesia'.
E eu demorei pra entender algumas coisas, mas no final eu entendia.
Eu costumo me identificar com palavras.
'Pela primeira vez na vida Antônio botou seu próprio querer na frente do dela e disse, mesmo porque quis dizer, que desse jeito estava se sentindo um pouquinho desprezado. Ela então justificou-se na hora: ‘Desprezo é quando a importância da pessoa escapole do pensamento da gente por conta própria, Antônio. Eu tou tangendo tua presença da minha cabeça só para facilitar o cabimento de outras coisas'.'
Ah, realmente... 'como Karina falou bonito naquele dia...',
ela até falou um monte de palavras que nem eu, telespectadora, ainda sabia.
E me questionei sobre sentimentos, me questionei sobre poesia,
me questionei sobre um monte de coisas.
Até pensei : Nossa, como eles trabalharam bem nesse filme.
Aí, Antônio me respondeu :
' Eu não li, nem decorei e nem sei repetir. Porque sentimento de verdade não precisa ser documentado em papel, ou em romance ou em filme de cinema. Não interessa a mais ninguém a não ser a pessoa que se sente e dá responsável pelo afeto causado. A conversa aqui é somente entre tu e eu!'
Fiquei feliz. Mas era pra Karina...
E me encantei, mesmo que por ser pra ela.
E ela relutou. Disse algumas coisas que mostravam pra Antônio, que,
continuando com ele, ela não conquistaria o mundo.
E Antônio,
com todas as palavras que não eram ainda poesias, disse :
' Pois é o mundo que você quer, Karina? Deixa que eu trago ele pra você!'
E foi. Ele foi atrás do mundo pra Karina. Mesmo que o mundo estivesse meio desaprumado, do jeito que tava...
"...e haja palavra para explicar que sua leseira, ou sua extravagância, com acento circunflexo, era querer Karina até onde se pode querer alguém nesse mundo de meu Deus, com letra maiúscula, pois além de nome próprio, Deus é como atende nosso Pai e Criador. Com tanta palavra que existia e não havia uma que servisse para dizer o que Antônio sentia por Karina exatamente."
Se avexe não! Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada.
' Dou minha palavra de que vou para outro tempo, mais precisamente para o futuro, com a finalidade de verificar o prazo de validade desse mundo que vou dá de presente a Karina. Se minha palavra é garantir a boca eu ofereço então a minha vida ao caro telespectador '
A audiência subiu.
Ele saiu em busca do mundo, em busca do futuro,
chegou lá e viu que ia rolar uma ventania e uma chuva ia cair.
Mandou todas as mulheres segurarem as saias pra não subirem, e disse isso como prova de que havia ido ao futuro.
E falou ' E agora vai cair uma chuva.'
E a chuva caiu.
E assim seguiu, dizendo pra cada morador de Nordestina, ( que agora tem o nome - letra por letra - no mapa-múndi, N - O - R - D - E - S - T - I - N - A. ) o que cada um ia ser no futuro.
E todo mundo feliz, na seca mais molhada do mundo todo.
E no final, ele disse ' Lá no futuro estamos tu e eu juntos, Karina.'
E assim ficaram.
E eu, telespectadora, querendo ir 50 anos adiante, só pra saber como o futuro seria,
e voltar 50 anos antes e fazer tudo da maneira certa.
Erika antes e Erika depois da máquina.
'Lá de onde Antônio vem é longe que só a gota...'
E eu prestava bastante atenção em cada palavra que se era falada naquele filme.
Porquê eu sabia, eu tinha certeza de que ' no futuro, a palavra viraria poesia'.
E eu demorei pra entender algumas coisas, mas no final eu entendia.
Eu costumo me identificar com palavras.
'Pela primeira vez na vida Antônio botou seu próprio querer na frente do dela e disse, mesmo porque quis dizer, que desse jeito estava se sentindo um pouquinho desprezado. Ela então justificou-se na hora: ‘Desprezo é quando a importância da pessoa escapole do pensamento da gente por conta própria, Antônio. Eu tou tangendo tua presença da minha cabeça só para facilitar o cabimento de outras coisas'.'
Ah, realmente... 'como Karina falou bonito naquele dia...',
ela até falou um monte de palavras que nem eu, telespectadora, ainda sabia.
E me questionei sobre sentimentos, me questionei sobre poesia,
me questionei sobre um monte de coisas.
Até pensei : Nossa, como eles trabalharam bem nesse filme.
Aí, Antônio me respondeu :
' Eu não li, nem decorei e nem sei repetir. Porque sentimento de verdade não precisa ser documentado em papel, ou em romance ou em filme de cinema. Não interessa a mais ninguém a não ser a pessoa que se sente e dá responsável pelo afeto causado. A conversa aqui é somente entre tu e eu!'
Fiquei feliz. Mas era pra Karina...
E me encantei, mesmo que por ser pra ela.
E ela relutou. Disse algumas coisas que mostravam pra Antônio, que,
continuando com ele, ela não conquistaria o mundo.
E Antônio,
com todas as palavras que não eram ainda poesias, disse :
' Pois é o mundo que você quer, Karina? Deixa que eu trago ele pra você!'
E foi. Ele foi atrás do mundo pra Karina. Mesmo que o mundo estivesse meio desaprumado, do jeito que tava...
"...e haja palavra para explicar que sua leseira, ou sua extravagância, com acento circunflexo, era querer Karina até onde se pode querer alguém nesse mundo de meu Deus, com letra maiúscula, pois além de nome próprio, Deus é como atende nosso Pai e Criador. Com tanta palavra que existia e não havia uma que servisse para dizer o que Antônio sentia por Karina exatamente."
Se avexe não! Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada.
' Dou minha palavra de que vou para outro tempo, mais precisamente para o futuro, com a finalidade de verificar o prazo de validade desse mundo que vou dá de presente a Karina. Se minha palavra é garantir a boca eu ofereço então a minha vida ao caro telespectador '
A audiência subiu.
Ele saiu em busca do mundo, em busca do futuro,
chegou lá e viu que ia rolar uma ventania e uma chuva ia cair.
Mandou todas as mulheres segurarem as saias pra não subirem, e disse isso como prova de que havia ido ao futuro.
E falou ' E agora vai cair uma chuva.'
E a chuva caiu.
E assim seguiu, dizendo pra cada morador de Nordestina, ( que agora tem o nome - letra por letra - no mapa-múndi, N - O - R - D - E - S - T - I - N - A. ) o que cada um ia ser no futuro.
E todo mundo feliz, na seca mais molhada do mundo todo.
E no final, ele disse ' Lá no futuro estamos tu e eu juntos, Karina.'
E assim ficaram.
E eu, telespectadora, querendo ir 50 anos adiante, só pra saber como o futuro seria,
e voltar 50 anos antes e fazer tudo da maneira certa.
Erika antes e Erika depois da máquina.
'Lá de onde Antônio vem é longe que só a gota...'
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