sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Don't you shiver?

Pensei na surrealidade de tudo o que aconteceu.
O que vem pela frente deve ser de arrepiar.

Me arrepiei tanto por aí, e com você aqui.

Posso chamar de lar onde você estiver.

Meu lar é o mundo, já que te procuro em cada pouco de ar que respiro.
E te encontro.
Sempre.

Você já pensou que... de repente, estávamos juntos mais do que nunca em uma cidade que não nos pertencia?

Nada nos pertence.
E sinto que é tudo meu.

Ah, o mundo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Meu interesse é no ser humano.

Todos os movimentos e desencantos. Todas as palavras, todos os suspiros. Essas coisas me interessam.
Os medos e desejos de todos os jeitos.
As roupas que vestem, o nu dos corpos.
Os mamilos que alimentam, as mãos que conduzem.
A menina dos olhos responsável pela passagem da luz.
As formas variáveis do ser humano.
As mentiras que saem do mais profundo do ser, as verdades que saem da boca pra fora.

Eu me interesso muito pelo ser humano. Cada um no seu canto, cantando e encantando aos desânimos.
Tentam ser grandes, tentam aparecer.
Um dia querem sumir. Todos.
Vão por aí, sumindo aos poucos, se desmanchando.
Desfazem tudo o que foi feito. Acabam com a felicidade alheia.
Por prazer. Fazem várias coisas desmedidas. Por prazer.
O ser humano é meio assim, meio assado.
Vive cansado.

Os olhares se cruzam, se ameaçam, se apaixonam, se matam.

Ah, pobres seres.
Cheios de prazeres. Cheios de vontades.
Se desfazem.
Almejam o céu e cultivam o inferno.

Meu interesse é neles.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Livro da vida.

Meu amor, não estamos sós, tem um mundo a esperar por nós, no infinito do céu azul,
pode até ter vida em marte.

Quero te pedir desculpas por todas as arrogâncias vindas de mim. Quero te pedir perdão por cada palavra dura que te falei, em relação à você.
Quero lamentar perante você o ponto no qual chegamos.

Quero te dizer de peito aberto, que o meu maior medo é de te perder, mesmo sabendo que já te perdi muito nessa vida.
Vivemos nos perdendo diariamente.
Mas sabe, meu amor, não estamos sós.
Eu não quero que se vá, nunca. Eu não quero nunca que se vá de vez. Porque vai doer muito em mim. Vai rasgar a alma.
E não te falo sobre ir de vez assim, como na morte... Estou falando sobre você resolver sair de uma vez por todas da minha vida, como se um dia eu fosse não ser mais ninguém pra você.
Por tanto tempo eu sempre preservei a nossa relação, eu sempre tentei que ficasse tudo bem, mesmo tendo que engolir coisas que, para mim, são tão doloridas, tão inacabadas, inaceitáveis.
Mas sabe, é que eu sempre pensava em você como mestre. Sempre pensava em você como aquele papai o qual eu cantava no coralzinho da igreja à frente da igreja... 'Papai você é meu herói'... e coisas assim. Não sei se consegue lembrar dessa parte das nossas vidas.
Queria que você soubesse a falta que tem me feito em todos esses anos. A falta de fazer massagem em você quando você chegava cansado em casa.
Eu quase não lembro mais como é uma vida com você.
São fatos tão desgastados que só consigo me lembrar bem dos almoços perdidos durante a semana em algum restaurante,
só consigo me lembrar bem dos dias que te vi na porta do meu prédio com o dinheiro numa mão e a outra vazia pra que eu te desse a bença.
Ou sei lá, de alguma viagem em busca da felicidade e por conta da infelicidade... a viagem acabou sendo infeliz.
E tudo isso vai passando, a gente costuma passar a mão na cabeça das coisas ruins.
A gente costuma dar um sorriso amarelo pra fingir que tá tudo bem, e a gente segue...
E aquela coisa toda que você me ensinou quando pequena? E a nossa família feliz que foi pro beleléu ? E tudo isso que desabou por cima de mim?
E toda essa coisa que eu tenho carregado nos ombros ha tanto tempo?
Queria saber por onde nos perdemos, queria nos encontrar.
Queria te encontrar, magrinho, com aqueles óculos fundo-de-garrafa, e encontrar a minha mãe com cabelo curtinho e aquelas roupas cafonas que se usavam antigamente.
Queria me ver com os cabelos presos, cheios de gel, com aquele cachinho que eu fazia só na frente.
Queria ver o meu irmão magrinho, brincando de matar lagartixas e enterrar no jardim da nossa casa do Orlando Dantas, e implicando a vida inteira comigo só pra ter com quem brigar.
Queria ver a minha irmã reclamando das barbies que o meu irmão insistia em pegar no guarda-roupa dela pra destruir. E queria muito ver todo mundo junto, só pra mais uma foto nossa.
Sinto falta de fazer os almoços, quando Sara, nossa empregada, faltava um dia de trabalho. Foi assim que eu aprendi a cozinhar, sabia? Eu me sentia muito útil de fazer o almoço pra quando você e minha mãe chegassem do trabalho, junto com meus irmãos que estudavam pela manhã.
Lembra daquela empregada que a gente teve por uma semana? Que fumava e você odiava as comidas que ela fazia? No final das contas eu mandei ela pra fora. E depois só avisei à vocês. Eu acho que vou ser uma boa dona de casa, um dia. Imagina? Quero casar e ter filhos... Mas isso eu só sinto vontade às vezes, quando me sinto muito só no mundo. Porque sempre que penso na dor de cabeça que casamento dá, eu desisto fácil.
Quantos sonhos eu já deixei escapar das minhas mãos por desacreditar nessa coisa de felicidade. É que isso sumiu muito de mim.
Lembro como ontem, do dia em que resolvemos brincar de estourar bolas de assopro cheias de ar com a união de nossos corpos, como num abraço.
Você lembra disso? E eu lembro que eu me assustei com o barulho que uma das bolas fez e falei ' Eita porra.' E você me disse ' Como é?' E eu disse ' Eita poxa.'
E você disse ' Você não falou isso' e todos riram de mim, porque eu fiquei morta de vergonha por ter soltado um palavrão na sua frente.
Éramos infelizes, né?
Perdi quem sou por aí. Nem tenho muita noção de felicidade e infelicidade mais.

E choro toda vez que me lembro das nossas sextas-feira, quando minha mãe cozinhava um monte de coisas deliciosas pra degustarmos na mesma noite de sexta e no sábado inteiro.
Minha mãe nunca mais fez massas de pizza, nem pão doce, nem pão integral, nem sopa de frutas, nem nada, nada, nada.
Todas as coisas mudaram. Tudo deixou de ser e passou a ser. Mudaram todos os meus horários, mudaram todas as minhas expectativas, mudaram até as comidas feitas em casa. Existem mudanças que doem demais.

Te deixei escapar das mãos.
E você ainda acha que eu poderia pensar diferente de que não te roubaram de mim?
Te roubaram de mim, e quase que de ti.

Então, será que assim você consegue entender um pouco da falta que me faz?
Eu lembro quando eu era fã de Backstreetboys e colecionava fotos de revista deles, e tinha uma pasta cheia dessas coisas, e eu levava pra igreja, pra compartilhar as fotos com minhas amigas que também eram fãs, e um dia você descobriu que eu fazia isso e me proibiu de levar aquilo à igreja, eu chorei tanto.
Mas era tão mais fácil de compreender as coisas antigamente.

Fugiu da minha mente como era te receber em casa. Eu só consigo lembrar do barulho que os cadeados imensos dos nossos portões faziam quando você chegava e do barulho do motor do seu carro. Eu esperava tanto o dia inteiro aquela hora. Era hora de assistir jornal com você, ou então, comer amendoins japoneses vendo um jogo na televisão com a sua companhia.

Fico pensando como é estranho, hoje você não sabe nem como é a casa onde eu moro. Você não sabe como é a minha televisão, nem o meu sofá, nem tem cadeados por aqui, acredita?
Lavar o seu carro na garagem de casa, comer dicuri que você e minha mãe traziam da feira dia de domingo pra mim. Lembra? Quando a gente soltava pipa que o carioca - porque era assim que você era conhecido no bairro inteiro - fazia? Lembra quando a gente andava de bicicleta?
Coisas tão mais simples, meu Deus!, que me faziam tão feliz.
Eu consigo vagamente me lembrar de quando a nossa casa ainda tinha goteiras no telhado, que quando chovia eu sentia respingos de água caindo em mim.
Lembra das trovoadas que um ano deu lá no nosso bairro?
Teve gente achando que era a volta de Jesus... haha.
Meu amor, não estamos sós.

Estou chorando e me sinto extremamente só. Perdi todas as minhas noites e não foi em vão.
Chorei por você, por nós, lamentei o nosso amor perdido, o nossos laços cortados. Sofri.

E eu não sei se estou certa, mas errada sei que não estou. Pelo menos não por completo,
porque eu acho que valeu à pena cada lágrima derramada. Foram 15 anos investidos pra isso.
Levo lembranças, traumas... tudo dentro de mim. E talvez seja isso tudo que me faça ser uma boa escritora.
Ouvi dizer outro dia que os melhores escritores foram os que mais sofreram dores no coração na vida. Sabia disso? Eu também não sabia...
Me falaram outro dia desses.
Eu não achei uma coisa bonita de se dizer, eu não me acho infeliz, por completo.
Muitas vezes o coração não consegue compreender... o que a mente não faz questão e nem tem forças pra obedecer.

Se o futuro assim permitir, não pretendo viver em vão.

No final das contas, eu só quero que você saiba que te amo. Que te amo muito e te levo no peito, por onde eu for, pai.

Meu amor, temos um ao outro e isso não foi uma escolha nossa. Aconteceu.

Vai saber!?... Vai dar jeito na vida!

Um beijo cheio de amor e lembranças falhas e carinhosas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Só.

Tenho pavor da solidão.
Do silêncio.
Do caos dentro de mim.
Das mentiras que me contam.
Das verdades que eu sei.
Tenho pavor de tudo que é quieto e não se mexe mais.
Tenho medo do escuro, do barulho.
Do frenesi.

Medo de dormir e ter pesadelos.
Sonhos infelizes, besteiras ilusórias.

Tenho pavor da solidão.
Intensidade no susto,
intensidade no medo.

As mãos tremem, as sobrancelhas tremem,
o corpo fica todo branco por falta de sangue nas extremidades.
Pálida.

Preciso de alguém, qualquer pessoa que faça com que o meu sangue volte
pras extremidades.

Tapo os olhos com as mãos pra não ver o estrago.
Tenho medo de viver o que não entendo.

Tenho medo da solidão, embora a entenda profundamente.

domingo, 22 de novembro de 2009

Picos sentimentais.

Vezes no alto, vezes no baixo. Odeio o meio.
O meio pra mim não faz sentido e nunca fez.

Ou estou feliz demais, ou estou triste.
Ou solto gargalhadas, ou não dou nenhum sorriso amarelo pra fazer de conta que as coisas estão bem.

Então eu prefiro caminhar sem parar se não tiver motivo pra ficar parada no mesmo lugar,
ou então eu fico parada e até sento, se fizer sentido fazer isso.
Mas eu nunca vou sentar de tão cansada por esperar.

Eu gosto mesmo é de que as coisas cheguem aos seus extremos. E os extremos, ah, esses sim me fazem sentir viva.
Essa coisa de morno não funciona comigo. Ou é quente fervendo, ou é frio congelante.
Ou eu abro os olhos ou os fecho de uma vez por todas.
Ou grito ou me calo pra sempre.
Ou falo ou conheço o mudo a fundo.

GostodeextremidadeS.

Eu procuro ficar fora de problemas, tento entender todos, tento acalmar os ânimos, tento, tento, tento.
Mas se não consigo, eu desisto. Mas só desisto por uns dias, uns meses quem sabe, mas nada que seja assustador como a palavra é.

Eu sempre ando tentando, como se fizesse parte de mim ser assim, e como se eu precisasse ser assim pra estar nas extremidades.
Ou é ou não é.

E são coisas que me afetam sempre... essas minhas extremidades infernais. De chorar, de gritar, de espernear, de dizer 'adeus' ao invés de 'tchau'.
Eu quase morro sempre que essas coisas me surgem.
E choro toda a água do meu corpo, e é muita água. Aí, vou à geladeira, pego a garrafa de água bem gelada, encho vários copos e me encho de novo, só pra esvaziar continuamente.
E vou, seguindo, vendo tristeza até onde não tem.

E quando a extremidade é dessas de fazer flutuar, de tão leve, eu me sinto beijando os pés de Deus lá no alto do céu, nas mansões celestiais e dizendo 'quero descer, só pra dizer ao mundo inteiro qual a textura das nuvens.'.
E daí eu dou tanta risada bonita, e encho os olhos de esperança. E saio fazendo caminhos com cheiro que a felicidade tem, por aí, pelos jardins dessa vida.
Vejo beleza até onde não tem.

São picos sentimentais, desses que nos fazem cair e levantar.
Mas eu nunca gosto de estar mais ou menos isso, mais ou menos aquilo.
Ou é ou não é. Já disse.

Felicidade é transbordante. Tristeza também.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As rosas não falam.

O meu coração doeu, apertou, minimizou.
Me senti pequena num mundo de gigantes. Me senti só numa sala cheia de gente.
Parecia até que eu estava ficando louca, e que as horas estavam passando pelo lado contrário do relógio.
Olhei o céu e tive vontade de ter asas. Quis voar até você, te abraçar, te acolher e te dizer todo o meu amor.
Tive vontade de ter asas pra chegar até você, e te falar ' calma, agora estamos juntos e o mundo nos espera, você precisa ser forte.'

Tive vontade de não estar aqui, só pra estar aí.

Pensei em te ligar, mas me disseram que não seria uma boa idéia. Me falaram que você não queria falar com ninguém e me doeu de imaginar a dor que dói em ti.
Me doeu de doer em ti. Toda dor que te atinge dói em mim também.

Tive vontade de te abraçar tanto, sem parar e chorar com você, por você, pela não vida e pelas dores que nos doem sem doenças.
Fechei os olhos no chuveiro, quando fui tomar banho e pedi muito a Deus ' cuide dele, cuide dele, cuide dele'.

A morte é dolorida pra quem fica. A morte é dolorida pra quem ama.
Eu sei que você ama...

Você ficou, e peço pra que fique mais, fique comigo, temos que ver muitas coisas e sentir muitas outras coisas.
Tem muita coisa aqui dentro que preciso te dizer. Sobre amor, sobre vida, sobre não vida, sobre te querer perto mais do que nunca.

Sinta a dor da perda, eu também estou sentindo com você, mesmo que daqui.
Me sinta contigo, aí...

Eu te abraço, te beijo, te digo eu te amo e te acolho em meus braços pra sempre.

Preste atenção amor,
o tempo é o melhor remédio, e nele conquistamos o consolo.
Pense nos bons momentos vividos. Viva-os de novo em memória.

E no fim, meu amor, saberás que tem todos dentro de você,
os que foram e os que não foram embora dessa vida,
não importa onde eles estejam.

A saudade é o amor que fica.

Eu estou contigo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Uma carta para Bárbara.

Estava te olhando dormir de pés sujos e pensei em te acordar pra falar ' Não tá afim de lavar os pés não?', mas logo desisti... você não se importa muito com a cor do seu pé quando está com sono. Já eu... bom, me dá gastura de te ver deitada com esses pés nojentinhos.
Pensei até em pegar um pano úmido e limpá-los...Pensando que isso poderia te fazer ter um sono melhor, já que comigo isso super-funcionaria.
Deixa pra lá, eu me adaptei ao seus costumes.

Estou te escrevendo só pra te dizer que tudo que em você dói, mexe comigo também.
Que tudo que em você sorri, me faz sorrir também.

Tive vontade de te falar sobre as coisas que ficam, geralmente, subentendidas entre nós... Irmandade é o que penso quando olho você chegar aqui na porta do meu apartamento e deixo-a entrar, tendo a certeza de que estarei bem acompanhada pelo menos por mais um dia.

Sinceridade é o que me faz tanto te querer por perto. Mesmo quando você está com esses olhos úmidos, cheios de amor demais, cheios de tanta vontade de abraçar e nunca mais soltar.
É que me dói quando te vejo com os olhos úmidos por motivos tristes.
E - quase - sempre são esses mesmos que te atacam.
Não deixe que o mundo te ataque. Não deixe que as dores te doam, nem deixe que as palavras te travem a garganta.
Faça tudo.

Eu gosto muito do seu sorriso, e aposto que você nem deve imaginar isso.Não é a toa que te peço pra sorrir nas fotos. É claro que você tem certeza de que eu te quero feliz. Óbvio. Mas estou falando de como você combina com o seu sorriso. De como você fica melhor quando sorri.

Estava pensando, menina, sobre quando te conheci, que você era tão boazinha com todo mundo. E eu sempre insisti em dizer que ser boazinha demais não presta. E aí eu fui te ajudando a melhorar em algumas coisas, talvez, te ajudei até a ser mais durona. E você me ensinou a ser mais doce.
Doce de verdade, sem ironia alguma nessa palavra.

Uma menina humilde, simples até demais, que com voz mansa o tempo inteiro me fez entender melhor muita coisa da vida.
A menina de vinte e poucos anos, que me ajudou nos momentos complicados da vida, que passou a acompanhar passo a passo os meus passos, me ajudou a administrar a dor e o amor, o amor e a dor, a dor de amar quem não ama a gente, a dor de querer ter o mundo nas mãos e não ter como. Me ajudou a sorrir mais, nesses meus dias tão sei lá o quê.

Eu queria te dizer, de coração, que você não precisa ter medo de nada, até porquê você não é fraca e medo a gente deixa pra quem é.
Quero te lembrar, que você pode fazer tudo o que você quiser, e logicamente que pra que isso aconteça basta você querer. Lembra daquele outro dia que te falei isso e parecia mágica?
Quero te dizer que realmente não importa como esteja o seu coração, que a vida continua e que você precisa continuar junto com ela, sempre. Sempre.
E que existe um coração dentro de mim que vai te levar pra onde eu for.

Queria te pedir pra não ter medo de me perder nunca, porquê a gente só perde o que não cuidamos, e cuidado, meu bem, é o que você mais tem comigo.

Obrigada mesmo, por cuidar de mim sempre que eu preciso.
Quero ter feito isso tudo por você também...

Quero te abraçar tanto, pra te fazer ter certeza de que dentro dos meus braços os abraços hão de ser trilhões de abraços.
Quero te dizer sempre que me der vontade que te amo por tudo que você é, e você é muito. Muito mesmo.
Quero te amar pra sempre, porque já que chegamos até aqui, já que por tantas coisas passamos... Como eu poderia um dia deixar o amor por você ser esquecido ? Não quero isso, e pode ter certeza.
A nossa amizade, meu bem, é coisa de gente feliz. Coisa de gente que não tem dinheiro pra sair e sai pra se divertir mesmo assim. E que se diverte.
Coisa de gente que não tem carteira de motorista e entrega o carro na mão da outra - que nem consegue reduzir uma marcha - e no final, a noite termina com o hamburguer mais barato da cidade, na minha casa, com suco de seja lá o que tiver na geladeira.
É dessas amizades raras de se encontrar... que as famílias se tornam uma família só.
Dessas irmandades que Deus nos dá depois de nascidas e crescidas.
É isso : Deus me deu você. Deus nos uniu.
E o que Deus uniu, nada separa.

Se eu pudesse, voltaria no tempo, te conheceria aos 14 anos, firmaria uma amizade imensa com você, te conheceria dos pés à cabeça, escreveria uma crônica bem bonita e leria nos seus 15 anos, mesmo que não tivesse festa.Só pra você chorar e ficar feliz de ter chorado na crônica do seu ano debutante. Mas tudo bem,
escrevo não uma crônica, mas esse texto, digo, não pra te fazer chorar,
mas pra que leia sempre que sentir saudade de mim, sempre que ousar pensar que estarei distante de você.

Eu vou embora sim, mas eu vou embora de cidade só. Eu quero ficar no seu coração.
Posso morar aí? Me deixa, por favor. É que aí dentro eu tenho certeza de que vou estar sempre segura e cheia de palavras de amor. E sei também que vou estar sendo bem cuidada por você.

Quero te pedir que se os seus olhos se tornarem úmidos por mim, que seja apenas por saudade, porque saudade dói mesmo, e faz a gente chorar, como eu já chorei com você aquele outro dia aqui, no sofá da minha sala,
e que se você for lembrar de mim, que chore se sentir vontade, mas que nunca esqueça do quanto eu aprecio o seu sorriso, que combina perfeitamente com o seu corte de cabelo e com tudo o que você veste.
( Me dói te ver chorar. )

Bárbara, Bárbara,

o que existe em mim, por você, é grande demais.

Não foi a toa que eu falei aquilo à minha irmã, lembra?, quando fomos te buscar em sua casa, aquele outro dia.

Quero te dizer que você é linda, e só os que realmente valem à pena conseguem enxergar a beleza interior e exterior ao mesmo tempo.
Você tem as duas belezas de maneira extraordinária. E eu quero que dessa vez, mais do que nunca, você confie nas minhas palavras.

Eu não consigo mesmo continuar sem você, e nunca iria continuar sem você... Portanto, tenha uma certeza absoluta : Te levo comigo.

Imagina só se um dia eu iria ser boba de te perder de vista?... Coitada de mim,...,
eu me tornei dependente de você.
Me promete que não vai ficar longe de mim?

Te quero sempre comigo, minha amiga.

Um beijo no seu coração, todos os dias.

Sua amiga doce-doce-doce.

( Me desculpe se por vezes sou amarga. )


P.S.: Você nunca estará só no mundo.